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05/05
Núncio Sulprizio (leigo)

Hoje se recorda um jovem operário, morto com apenas 19 anos. Nasceu em 14-4-1817, filho de Domingos e Domingas Rosa Luciani, em Pescosansonesco ( Pescara, Itália). Depois da morte dos pais, a avó materna Ana Rosária o tomou consigo. Com 9 anos, tendo morrido também a avó, entrou como aprendiz na oficina do tio Domingos Luciani, ferreiro, que exigia do rapaz um trabalho superior às suas forças.

Atingido na tíbia do pé esquerdo por uma dolorosa doença, teve de passar três meses no hospital de S. Salvador, em Áquila.

Depois de um retorno doloroso à oficina do tio, foi para Nápoles em 1832 a pedido de um outro tio, Francisco Sulprizio. Por intermédio do Coronel Félix Welchinger, que o amou como um filho, Núncio foi internado no hospital chamado  "dos incuráveis". Para uma melhor recuperação, o coronel levou-o para o Castel-Nuovo de Nápoles, antigo palácio real  adaptado para caserna. Também na nova morada não lhe faltaram novas dolorosas experiências, que ele suportou com muita paciência. No fim de 1835, os médicos tinham decido pela  amputação da sua  perna, mas a operação não pode se realizar devido à extrema fraqueza em que encontrava o enfermo.

Preciso em tudo, Núncio, tinha escrito um regulamento de vida e observou fielmente, procurando não cair nem no menor defeito. Morreu em Nápoles, em 5 de maio de 1836. Devido a sua grande paciência no sofrimento, religioso sincero, foi considerado um exemplo e logo se pensou no processo de beatificação do humilde e pobre rapaz órfão o infeliz no sofrimento, mas muito conformado com a vontade de Deus. De fato Paulo VI o proclamou beato em 1º de dezembro de 1963, quando lhe traçou um magnífico perfil espiritual em sua homelia.

Santo Ângelo

Uma tradição muito antiga nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os registros indicam que ele nasceu em 1185, na cidade de Jerusalém, de pais judeus pela religião, chamados José e Maria, nomes muito comuns na região. E que eles se converteram após Nossa Senhora ter avisado Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que lhes parecia impossível porque eram idosos. Mas, isto aconteceu. Emocionados receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o nome de João. Mais tarde, ele também vestiu o hábito carmelita.

Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no Monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.

Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do Monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obterem do Papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.

Lá, ao visitar a basílica de São João se encontrou com os sacerdotes, que se tornaram santos: Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus Cristo.

Dentre seus grandes feitos o que mais se destaca é o trabalho de evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes disso, mantinha uma vida de pecados, inclusive uma relação incestuosa com um rico senhor do lugar.

No dia 05 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele rico homem que, não se conformou com o abandono e a conversão de sua amante, encomendando o assassinato.

Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir Santo Ângelo em 1498. Porém, somente em 1662, as suas relíquias foram transladadas para a igreja dos Carmelitas. O seu culto se difundiu amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.

Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se manteve até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que se formavam e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.

 
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